A escolha do Curupira, figura do folclore brasileiro, como mascote oficial da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), gerou uma disputa política nas redes conferência está marcada para acontecer entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém, no Pará.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a escolha com tom irônico em publicação feita nesta quarta-feira (2), afirmando que a figura “anda pra trás e pega fogo”. Segundo el representação não seria apropriada para simbolizar o Brasil e suas florestas.
A resposta veio do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), que defendeu a escolha do Curupira como um símbolo da valorização cultural e da preservação ambiental. “Enquanto un andam para trás ao não reconhecer a cultura e o folclore do nosso País, a gente avança fazendo o mundo inteiro voltar os olhos ao Brasil e ao Pará”, escreveu o governador em seu perfi Barbalho afirmou ainda que o Curupira representa a luta em defesa dos povos da floresta e da biodiversidade amazônica.
A polêmica ganhou novo capítulo na sexta-feira (4), quando o Partido Liberal (PL), de Nikolas Ferreira, publicou uma montagem do presidente Lula (PT) como o Curupira. Na publicação, ironizou: “Pensando bem, o Curupira é perfeito para essa gestão, tem os pés virados para trás e vive confundindo o caminho de quem o segue”. A legenda ainda acusava o governo feder retrocesso nas pautas ambientais.
O Curupira é uma das figuras mais emblemáticas do folclore brasileiro, especialmente da região amazônica. Segundo a lenda, trata-se de uma criatura de aparência indígena, com cabelo pés voltados para trás — um truque para confundir caçadores e intrusos na floresta. Guardião da mata, ele protege os animais e as árvores, punindo quem ameaça o equilíbrio natural do
A COP30 será a primeira edição do evento realizada na Amazônia Legal, e a escolha do Curupira tem como objetivo ressaltar a importância da floresta e das culturas tradicionais na luta climática.

